segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Internet, Caio Fábio, Bênção e Maldição

Internet, Caio Fábio, Bênção e Maldição


Escrevi este texto faz bastante tempo. Hoje resolvi publicar.
Pois é.
Quero aproveitar esta pequena oportunidade para fazer algumas considerações acerca do uso da internet, do Orkut e de Fóruns virtuais no processo de congraçamento, de troca de idéias e de interação entre crentes em Jesus Cristo.

Quando resolvi me libertar das “igrejas”. em meio a grandes dúvidas e questionamentos, fui para a internet.

Em sites religiosos e grupos de discussão, bem como fóruns de debates, perguntas e respostas sobre assuntos bíblicos eram postados por milhares de pessoas interessadas.

Respondiam às perguntas, pessoas de toda a sorte de entendimento, doutrina ou conhecimento: católicos, espíritas, evangélicos em geral, ateus, agnósticos, desviados, bagunceiros, satanistas, afro-religiosos em geral.

Aqueles fóruns de debates eram uma tomografia computadorizada do pensamento acerca das questões complicadas do Cristianismo e da religião.

Perguntas do tipo “dúvidas”, como quem teria sido a mulher de Caim, centenas do tipo de dúvidas sobre o que é pecado e tipos de pecados, perguntas doutrinárias, perguntas sobre interpretações bíblicas, questionamentos sobre a veracidade e inerrância bíblica, perguntas abordando costumes, sexualidade, o que pode e o que não pode e religiões em geral.

As comunidades de debates atraíam muitos pensadores com formações distintas, gente capacitada e entendida que nunca deixava uma pergunta sem resposta. De fato, Nesses fóruns o perguntador, via-de-regra, tinha a sua resposta pronta. Mas, democrático como é o meio, jamais aquela pergunta ficava sem resposta e as respostas sem contestação ou concordância.

Debates intermináveis aconteciam em torno de temas como mariolatria, homossexualismo, espiritismo e sexualidade, para citar os campeões de participação.

Fiquei um ano, participando diariamente dos debates, quando finalmente veio à luz o tema deste livro.
Como pode haver dezenas, centenas, milhares de opiniões diferentes, a maioria delas com base bíblica?
Quando um assunto era tratado ou esclarecido filosófica e logicamente e não havendo possibilidade de contestação, surgia invariavelmente a pergunta fundamentalista: Qual a base bíblica?

Para os religiosos fundamentalistas, tudo era explicado e justificado em base bíblica. Para os sábios e pensadores, fossem crentes, ateus, agnósticos ou descrentes, o fundamentalismo exacerbado era um prato cheio para a contestação inteligente. A realidade nesses debates se impunha à teoria, à teologia e à base bíblica.

O mérito e curiosidade desses fóruns não está nas certezas que se obtém da sua leitura, mas na visão da pluralidade das certezas que se observa em cada participante.

Em debates dessa natureza, ninguém é excluído por pensar diferente, ninguém é proibido de opinar e ninguém acaba por dar a sua versão sozinho sem contestação, como sucede nos púlpitos das denominações, onde apenas a versão denominacional ou pastoral vale, onde os dissidentes são convidados a se retirar, permanecendo apenas a massa doutrinada e concordina.

Quando se está numa igreja, se é doutrinado por aquilo que a liderança dela acredita. Segue-se a visão do líder, da Denominação, da Convenção, do Presbitério do Bispo ou do Apóstolo. Quando surge uma dúvida, o líder ou pastor, responde aquilo que ele acredita e com base no que ele aprendeu e entende. Não importa se ele tem um ou cinqüenta anos de convertido. Isto é um fato.

Pouquíssimas pessoas têm a oportunidade de vislumbrar outra realidade do que aquela na qual estão inseridas. Tem gente que está a décadas ouvindo sempre a mesma pregação, os mesmos argumentos e as mesmas idéias. Era o que acontecia comigo.
Então não adianta eu perguntar para um Pastor da Igreja Beltrana sobre um problema que eu possa ter. Eles vão sempre responder que é um encosto. (generalização ilustrativa). Cada denominação traz respostas aos seus seguidores, segundo os seus próprios entendimentos e leituras.
Já o povo, não sabe viver em liberdade. Nem em liberdade de pensamento nem em liberdade de consciência diante de Deus.

Então prefere viver sob a autoridade de leis que são aplicadas e auto-aplicadas através da interpretação ou leitura direta de textos bíblicos.
Da mesma ou pior forma, prefere e é levado a viver sob autoridade de homens e mulheres que advogam para si autoridade apostólica ou pastoral por terem dons ou conhecimento maior da “Bíblia”, ou por simplesmente acreditarem em outra mentira biblicamente baseada conhecida como princípio da autoridade pastoral pregada às raias da exaustão em quase todos os agrupamentos do tipo piramidal/celular.

Dessa forma, acabam por não obter a libertação assegurada por Cristo, trocando uma forma de jugo por outra.

Ao abrir o leque das informações e poder ver as centenas e milhares de opiniões diferentes e de expor entendimentos próprios naquilo que me motivava, pude rever alguns conceitos, firmar outros, mas, principalmente, discernir a raiz primária de todos os enganos, desentendimentos, inconsistências e bizarrices que poluem a mensagem do Evangelho. A maioria dos textos e argumentos aqui expostos é fruto de um lento e longo processo de discernimento e elaboração nos intermináveis debates na internet.
Aqui quero considerar sobre o Caio Fabio Site e sobre a comunidade do Caio no Orkut.

O Caio estabeleceu o site como sua plataforma de trabalho e seu púlpito preferido, e ali ele tem ministrado aquilo que lhe foi dado como entendimento. Ali no site ele diz o que quer e não se obriga a ouvir nada, pois ouve e lê apenas o que quer, e isso é seu direito a considerar seu histórico, sua experiência e autoridade conquistada.

Na prática ele não difere de outros lideres que possuem seus próprios rebanhos e ministram suas idéias e entendimentos acerca da escritura. O que diferencia o Caio dessa turma é o fato de que este não usa seu púlpito para ser sacerdote dos outros, para impor idéias e doutrinas, bem como jugos e dominações.
Isto porque não se utiliza do instrumento “igreja” que é o cavalo de batalha de todos os outros para a consecução de seus objetivos, nem se utiliza de uma falsa interdenominacionalidade para colocar seus ovos em ninho alheio, como algumas cobras e pássaros fazem. http://www.youtube.com/watch?v=Vi4sT1tB3po
Falta-lhe por esse motivo, a força corporativa que impele os movimentos a erguerem suas próprias torres em direção ao Céu.

O site é , portanto, o bastião, o forte apache do Caio. Sites, no entanto, não geram fidelidade e competem com milhares de outros sites e distrações virtuais, e servem por algum tempo ou pouco tempo para as atenções do internauta.

As igrejas e congregações tendem a perenizar a atenção das pessoas, pois alem do conteúdo denominacional e doutrinário, carregam as relações pessoais como fator aglutinador.
O Caminho, da forma que é proposto, não pelo Caio, mas por Cristo, é uma utopia, pois as pessoas querem um rei. As pessoas querem relho nas costas. Tal é o povo.

O Orkut, Comunidade Caio Fábio Leitores e Ouvintes, de fato, é um Fórum. O Caio não gosta dele, porque ele não está a fim de debater nada.

Orkut pegou aqui no Brasil. Em outros países são outros sites do tipo que prevalecem. No passado as formas de comunicação eram primitivas, depois veio a escrita, depois a imprensa, depois o rádio, depois a televisão. Hoje, com o advento da internet, a comunicação se tornou interativa e multidirecional, onde podemos ter cada um o seu próprio canal de vídeo e áudio alem dos canais gráficos.
Dessa forma, considerar estes meios como infantis ou adolescentes é direito do Caio, mas não muda uma realidade comportamental, nem anula as estatísticas dos perfis de público que compõe as comunidades virtuais.

Dessa forma, temos sete mil membros numa comunidade cujo similar para o Silas Malafaia tem cento e quarenta mil.

Nem todos são seguidores do Caio e nem todos são seguidores do Silas. Nem o Caio nem o Silas parecem preocupados com esse público, e nem sei se deveriam parecer ou estar.
Do total de participantes de comunidades virtuais, talvez 5% são membros ativos e participantes. Via de regra, os fóruns de debates acabam por ser o ponto de contato entre os membros e os assuntos polêmicos um fator de integração ou de quebra pau.

O que percebo é que os fóruns atraem os pensadores, e por isso, são atraídas para a comunidade pessoas que não participam necessariamente de alguma Estação do Caminho, mas de pessoas que de alguma forma lêem ou se interessam pela obra e pelo testemunho do Caio.

Isto não os torna servis e babaovos do Caio e também não os torna discípulos e seguidores.
Volto a dizer, para mim a internet foi de grande libertação pois por ela saí debaixo dos jugos daqueles que pensavam por mim e discerniam as coisas por mim.

Não pretendo nesta comunidade ensinar mais do que aprender, mas pela liberdade de professar aquilo que entendo e do que obtenho revelação, vou permanecendo aqui e compartilhando, sempre ansioso por ouvir algo que me acrescente.

No meio de debates fúteis, ou de brincadeiras terapêuticas, mas principalmente nos tópicos e debates sérios e profundos, tenho recebido palavras de sabedoria de alguns anônimos, de alguns fakes, de discípulos do Caio, e do próprio Caio, através de citações. A virtualidade tem seu lado bom.
Já pratiquei orkuticídio uma vez, diante da malignidade que pode emanar desta mídia. Voltei um pouco mais precavido e das comunidades que participo, mantenho ainda atividade apenas por aqui, onde tenho me edificado.
No momento que esgotar o meu tempo, me afastarei novamente para seguir outro curso de interatividade.

O tempo chegou, o orkuticídio aconteceu. Estou usando o blog para comunicar. Continuo lendo a comunidade, continuo aprendendo.

Estou escrevendo acerca das alegorias, e saibam, jamais poderia imaginar o cenário que se descortina para aqueles que discernem os sete personagens primordiais da humanidade.
Haja inspiração e revelação.

2 comentários:

terezinhacastro@hotmail.com disse...

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" Sait Exupéry

Anônimo disse...

Boa tarde!...Ronald.

Vc diz sobre o Fábio, e diz
q não sabe Teologia, vc está falando de Deus, e ou de vc nesses.
Se vc nunca estudou aquilo q,
comenta, cuidado, Deus vai cobrar,
todo o j ou i q vc fala, no dia
do Juizo, se vc cre.
Sem PAPAS , na lingua, o Caio se bem me lembro é ou foi Presbite-
-riano Tradicional, q como todos eles, não cre no Esp. Sto, e ainda
diz q é o Diabo, e carregam o Diabo
(Biblia) p/ os Cultos.
Ele tentou fazer um acordo c/
o Governo, p/ a sua Fábrica, e se
deu mal nas mãos dos Maçons.
Nosso Pais é colonizados por,
tais, ultra direita da Icar.
Seu Pai era Batista Trad. e
cria no Esp. ou não, na Batista a,
uns de uma forma e outros de outras
formas, crendo,a Igreja é o Corpo,
certo, e o Templo a casa do Sr:, q
precisa de trabalhadores, dinheiro,
p/ a obra, e suas despesas, e pesso
-as dispostas.
Hoje vejo, pessoas de Deus,
tocando e formando Bandas, e não
vendo a Banda Passar.
Em 2010, seremos, mais Cristãos, Prot. do q Católicos sabia!...........................
Vc está em uma fileira e defen
-de aquilo q cre, mais escreva o q
vale a pena, e não aventureiros do
vale tudo q naufragou.